• Bruna Zimmermann

TERAPIA DE CASAL?

Atualizado: Set 20

SEU RELACIONAMENTO ESTÁ PRECISANDO DE TERAPIA?


Sobre psicoterapia individual, costumo dizer que sou suspeita pra falar, pois acredito que todos deveriam fazer, por ser uma incrível ferramenta de autoconhecimento e desenvolvimento, sem precisar – necessariamente – de uma demanda específica para dar início. Mas e a terapia de casal? Quando saber o momento em que um relacionamento pode ir para terapia?

Acredito que o termo “terapia de casal” já caiu em desuso, e se não caiu, deveria. Particularmente, acho que ele não abarca toda a complexidade de uma relação, que vai muito além de um homem e uma mulher que assumiram o matrimônio. Penso no atendimento psicológico de relações cujos formatos possam ser dos mais variados, seja a parceria casada de papel passado ou não, morando na mesma casa ou não, virtual ou à distância, homossexual, heterossexual, bissexual, com um parceiro, dois ou três ou mais etc. São infinitas as possibilidades, e por isso, o que importa é se você está vivenciando uma relação saudável e está satisfeito com o bem-estar que ela traz. Você está?


Nesse tipo de terapia, não se tratam os parceiros concomitante e individualmente, mas com o que eles representam juntos. É sobre ter um espaço para compreender qual o melhor caminho para resgatar a qualidade da relação. Para tal, é muito importante que as partes estejam de acordo com o desejo de dar início ao processo.

Pela minha experiência, pude perceber que um dos principais momentos de se começar é quando a parceria identifica problemas na comunicação; quando o diálogo acaba ou se torna ineficaz. Muitas vezes, este é o fator que pode desencadear diversos outros conflitos. A trava na comunicação pode estar relacionada a dificuldades como: expor/ou falar de sentimentos, mudanças em relação ao desejo, falta de empatia ou autocompaixão, a presença de comportamentos violentos, novas configurações e modelos de relacionamento (aberto, trisal, poliamor), questões sexuais, segredos, traições etc.

Além disso, ao contrário do que muitos podem fantasiar, a terapia não cumpre sempre com o objetivo de manter o compromisso do relacionamento tal como ele é. Muitas vezes há possibilidade de uma reconciliação saudável, com novas dinâmicas e comprometimentos, ou até, a construção de novos formatos, porém a questão do término também pode vir a ser um caminho de trabalho. Por isso, a terapia tem o objetivo de chegar ao bem-estar comum, independente do desfecho.


Como terapeuta, meu papel não é sugerir comportamentos ou ditar o que cada um poderia fazer, mas trabalhar como facilitadora nesse processo de comunicação, explorando todos os assuntos que venham a ser necessários. Além da escuta dos pacientes, também é possível utilizar algumas técnicas e dinâmicas para facilitar a auto expressão de cada um. Mas cada relacionamento é único, e com isso, as maneiras de abordar também o são. Não tem receita de bolo, nem manejo específico para cada demanda.


Agradeço a cada uma dessas parcerias que me ensinam a cada atendimento, e agradeço imensamente, a coragem e a entrega de coração aberto para que a terapia aconteça. Ela é um momento de muitas ressignificações, de parar e olhar para si e para quem está ao seu lado. Olhar para a escolha que foi feita no passado e reavaliá-la no presente, para descobrir se há caminhos para vislumbrar um futuro conjunto.




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