• Bruna Zimmermann

O QUE FAZ UMA SEXÓLOGA?

Atualizado: 5 de abr.

CUIDAR DA SAÚDE SEXUAL É DAR VAZÃO A QUEM NÓS SOMOS.


Para começar, acho importante esclarecer que sexologia é a ciência que estuda o comportamento sexual humano em todas as fases da vida. Dificuldades ou problemas relacionados à sexualidade podem ter causas biopsicossociais, uma vez que ela engloba fatores de ordem física, emocional e social. A(o) profissional especialista em sexualidade pode ser das diferentes áreas da saúde, como medicina, fisioterapia ou, como eu, que vim da psicologia.


Quando digo às pessoas que sou sexóloga, sempre me divirto ao ver as diferentes reações: de espanto, curiosidade, suspense meio erótico, vergonha... e às vezes não dão conta e mudam de assunto. A temática da sexualidade é um assunto permeado de muito tabu.

Muitas pessoas têm curiosidade de entender como é meu trabalho de sexóloga sendo psicóloga, e querem saber como é uma sessão; se tem “parte prática”, se precisa tirar a roupa, se precisa necessariamente levar a parceria etc. Mas não, ao contrário de tudo que se fantasia sobre a terapia sexual, ela é simplesmente uma terapia que aborda temas específicos da sexualidade, que pode ser no formato individual ou casal – de acordo com a necessidade de cada um.


Grande parte das demandas na procura da terapia sexual diz respeito às chamadas “disfunções sexuais”, mas que eu prefiro chamar de questões ou dificuldades relacionadas à sexualidade, que podem ser: dificuldade de sentir prazer e/ou atingir o orgasmo, falta ou excesso de libido, dependência em pornografia, traumas e/ou abusos, dificuldades de se relacionar, ciúmes, traição, separação etc. As pessoas também podem buscar a terapia sexual para lidar com fases específicas da vida, como: na adolescência, durante a gravidez ou puerpério, pais que buscam orientação na educação sexual dos filhos, pré ou pós cirurgias de modificações corporais ou redesignação sexual, no processo de envelhecimento etc. Além disso, também atendo questões de gênero, pessoas que estejam passando pelo processo transexualizador, membros de famílias LGBTQIA+ etc.

Desde o começo da graduação de psicologia, a sexualidade sempre foi um tema de muito interesse. Mergulhei nos estudos assim que conheci o trabalho de Wilhelm Reich, médico e psicanalista (meu “muso inspirador” desde então), que por volta de 1920/30 já constatou que a sexualidade é uma das chaves para a qualidade de vida. Seu trabalho relata que quando há repressão sexual, a energia sexual é acumulada, e com isso, pode ir gerando neuroses, que vão sendo somatizadas e levadas às doenças físicas e mentais.

Por isso, cuidar da sexualidade não é besteira, desnecessário ou algo fútil, mas tem a ver com a saúde. Dar vazão à sexualidade é questão de saúde. Por isso, a OMS (Organização Mundial da Saúde) define saúde sexual como “um estado de bem-estar físico, emocional, mental e social relacionado com a sexualidade”. E de maneira geral, apesar de cada profissional trabalhar da sua maneira, usando abordagens com as quais mais se identifique, todos têm esse objetivo de auxiliar as pessoas nas dificuldades sexuais, contribuindo numa vivência da sexualidade de forma mais saudável e prazerosa.


Você já parou para perceber como está sua sexualidade?

Já pensou em procurar uma sexóloga?







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